Forum Cultura Cientifica

O que rolou no VII Fórum de Cultura Científica

Acessibilidade: Auditório visto de trás, oito fileiras de cadeiras ocupadas e três palestrantes em uma mesa azul no palco.

Nessa segunda-feira, 02 de julho, aconteceu o VII Fórum de Cultura Científica da UFMG, que tratou do tema “A construção de políticas institucionais de Divulgação Científica”.

Na mesa de abertura, participaram Sandra Goulart Almeida, Reitora da UFMG, Cláudia Mayorga, Pró-Reitora de Extensão (PROEX) e Yurij Castelfranchi, Diretor de Divulgação Científica (DDC). Cláudia Mayorga falou sobre a importância desse fórum para a construção de uma agenda continuada para cultura científica e Sandra Goulart destacou que a divulgação científica também deve ser uma atividade fim da universidade, como o ensino, a pesquisa e a extensão. A Reitora aproveitou o momento para convidar os presentes a participarem das atividades em comemoração ao Dia Nacional da Ciência, no próximo domingo, dia 8 de julho. UFMG e SBPC oferecerão uma programação gratuita começando às 10h, no Espaço do Conhecimento da UFMG (Praça da Liberdade – Belo Horizonte/MG).

Em seguida, o diretor da DDC, Yurij Castelfranchi, convidou para o debate Marcelo Knobel, reitor da Unicamp, e Evaldo Vilela, presidente da Fapemig. O debate abordou diversos aspectos da cultura científica como a sua situação atual, os obstáculos enfrentados, seu impacto, como dar continuidade às políticas e ações acerca da cultura científica e uma discussão sobre os indicadores da área de divulgação científica. O objetivo do VII Fórum de Cultura Científica da UFMG era também apresentar novas proposições para a área.

O presidente da Fapemig, Evaldo Vilela, falou sobre as dificuldades no campo da divulgação científica e sobre as ações que a Fundação de Amparo à Pesquisa tem tomado. Além de contar com uma rede mineira de divulgação científica, a Fapemig também tem tornado obrigatório que seus bolsistas façam a divulgação científica de suas pesquisas. Segundo ele, não há futuro para a ciência, enquanto ela não se tornar um valor da sociedade, pois afinal, é ela quem “paga a conta”: “Se a sociedade não sabe o que fazemos, e que o que fazemos é bom, ela não irá compreender o problema de diminuir o investimento em ciência”.

Segundo Marcelo Knobel, as dificuldades não estão apenas nas políticas de divulgação, mas nas políticas de Ciência & Tecnologia em geral. Para ele, é preciso mudar a cultura dos próprios pesquisadores, para que não se mantenham isolados da sociedade e passem a dar mais importância para a divulgação científica: “Se expor é preciso”.

Yurij Castelfranchi também falou dos obstáculos estruturais para a divulgação dentro da comunidade científica, sendo ainda uma atividade muito desvalorizada. Os indicadores de avaliação ainda não contemplam de forma eficaz a área da divulgação.

Algumas sugestões que os debatedores trouxeram foi que pesquisadores se aliem a jornalistas e profissionais da comunicação para fazer uma divulgação científica profissional e interessante. Algumas agências de fomento já impõem que pesquisas que recebem muito investimento possuam uma equipe de comunicação para realizar a divulgação da mesma.

Para Yurij Castelfranchi, outra proposição seria a criação de mestrados profissionais na área de divulgação científica, uma vez que muitos pesquisadores e cientistas não tem domínio das técnicas de divulgação. Isso já acontece na Unicamp, com o Mestrado em Divulgação Científica e Cultural vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). Na UFMG, os alunos da graduação têm a oportunidade de realizar uma Formação Transversal em Divulgação Científica.

Para quem quiser conferir a discussão completa, a transmissão realizada ao vivo está disponível no Youtube, aqui.